Thursday, November 02, 2006

RIO MULHER / CENTRO DE ARTES CALOUSTE GULBENKIAN

RIO MULHER / CENTRO DE ARTES CALOUSTE GULBENKIAN
PREFEITURA DO RIO


CAMPANHA NÃO À VIOLENCIA CONTRA A MULHER
A PAZ NO MUNDO COMEÇA EM CASA

A Campanha do Não à Violência contra a Mulher A PAZ no Mundo começa em Casa 2006, no seu sexto ano de realização, visa a desnaturalização e a desconstrução cultural da violência contra a mulher. Dentro dessa concepção realizamos os fóruns de cidadania Rio Mulher, capacitações, palestras, oficinas e atendimentos, de março a novembro, com temas que visam a reflexão e a sensibilização de homens e mulheres para uma cultura de PAZ com igualdade de direitos e oportunidades.

Dentro de um conceito mais amplo das relações de gênero, a Prefeitura do Rio, por intermédio do Rio Mulher, antecipa a Campanha do Ativismo Mundial de 25 de novembro - Dia Internacional do Não à Violência contra a Mulher - para 20 de novembro, dia em que se homenageia Zumbi dos Palmares, o grande líder das lutas em defesa dos negros, marcado por feriado na cidade do Rio de Janeiro.



Programação:


Exposições

Abertura - 06 de novembro de 2006, às 17h
Apresentação do Grupo de Dança Caxambu, às 19h
Centro de Artes Calouste Gulbenkian (CCG) - Teatro Gonzaguinha
Visitação - 07 a 30 de novembro de 2006 (segunda a sexta-feira, das 10h às 19 h)

Galeria Ismael Nery - QUEM É ZUMBI ? QUEM É VOCÊ ?
Instalação de vídeo – arte que discute a figura de Zumbi no imaginário popular, e como as pessoas se vêem em relação ao Herói Nacional Zumbi.

Sala Calouste Gulbenkian - ACOLHER METENDO A MÃO NA COLHER, EM BRIGA DE MARIDO E MULHER... É PRÁ VALER!
Exposição ambientada com trabalhos de mulheres residentes na Casa Abrigo Maria Haydée Pizarro Rojas.

Espaço Calouste 1 - ARTISTAS DA CAPA
Exposição coletiva, reunindo 19 artistas da Casa do Artista Plástico Afro-Brasileiro, com trabalhos de diversas temáticas, nas linguagens de pintura, escultura, objetos de arte, cartoons, fotografias e desenhos.

Espaço Calouste 2 - AFRICAnaMENTE
O Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles, da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (1ª CRE) - Programa de Extensão Educacional - da Secretaria Municipal de Educação, apresenta exposição com a produção plástica de alunas (os) que mantiveram estreito contato com a rica cultura do continente africano, sob a orientação dos professores Angelina Martoni, Maria Eloá e Heber.


RIO MULHER - Conexão Arte & Gênero

PALESTRAS
“Violência Doméstica” - Equipe Rio Mulher
Participantes: Mulheres usuárias do Centro de Referência de Assistência Social Stella Maris
07 de novembro - 9h 30min – Local: CRAS Stella Maris


“O Continente Africano... Berço da Humanidade”
Profª Adélia Azevedo - Pedagoga e Diretora Cultural da Casa do Artista Plástico Afro – Brasileiro
Debate: “Inclusão da Arte Negra na Contemporaneidade – Ateliê permanente Afro”
Carlos Feijó (Artista Plástico e Diretor do Centro Cultural José Bonifácio da Secretaria Municipal das Culturas) e Waléria Leal (Produtora Cultural e Conselheira da CAPA)
14 de novembro - 16h – Local: Auditório Calouste Gulbenkian

“Violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha”
Equipe Rio Mulher
24 de novembro - 14h – Local: Empresa Prodisa e Distribuidora Ltda

Dia Mundial de Combate a AIDS
Psicóloga Aureni do Carmo Campos
1º de dezembro - 14h – Local: Auditório Calouste Gulbenkian

Dia Mundial dos Direitos Humanos
Professora Victória Lavínia Grabois Olimpo – Pesquisadora, 1ª Secretária do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ e militante do fórum feminista/RJ
07 de dezembro - 14h – Local: Auditório Calouste Gulbenkian

SEMINÁRIO
Apresentação do Rio Mulher - “Aspectos Teóricos Metodológicos de Atendimento Social à Mulher em Situação de Violência”.
08 novembro - 9h – Local: CCG - Sala 316
Público: estudantes do Curso de Serviço Social da UERJ

Encontro de Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde que Atendem às Vítimas de Violência Sexual
Apoio do Comitê Gênero e Município
09 e 10 de novembro - 8h às 17h – Local: Teatro Gonzaguinha

FÓRUM DE CIDADANIA RIO MULHER
Autores de Violência – um desafio a ser enfrentado
Palestrantes: Carlos Zuma
Exibição do curta metragem Espinha de Peixe – premiada em 2005
30 novembro - 15h – Local: Teatro Gonzaguinha

WORKSHOPS
Oficina da mulher – trabalhando o corpo
Orientação Artista/Professora Marré
Público: mulheres usuárias de Projetos da Secretaria Municipal de Assistência Social
08 de novembro - 8h 30min – Local: CCG – Sala 208

- Roda de Saias – uma conversa sobre assuntos ligados a Terceira Idade - Emy Ferreira Alves - Assistente Social e ZuleiKa de Sousa - Presidente da Associação de Donas de Casa da Comunidade de Honório Gurgel
- Grupo de Dança “Alice e suas Malandrinhas – Tributo a Carmem Miranda”.
- Coral Pan - Empresa Panamericana - Regência: Maestrina Valéria Liboni
16 de novembro - 14h – Local: Teatro Gonzaguinha

Oficina de sensibilização com mulheres usuárias do Programa de Proteção Social Especial da Secretaria Municipal de Assistência Social
21 de novembro - 14h – Local: CCG - Sala de Vídeo

Oficina Reciclarte
Orientação da Artista/Professora: Marré
Público: Mulheres que participam dos Projetos Sociais da LAMSA
29 de novembro - 8h 30min – Local: CCG - Sala 208



VÍDEOS
“Minha Vida de João”
Equipe Rio Mulher
Público: Usuárias do Projeto Mães Cegonhas – LAMSA - SESC
17 de novembro - 14h – Local: CCG – Sala de Vídeo

“Dafne e Rafael: o futuro do gênero”
Coordenação: Professora Dayse de Paula do Programa Estudos de Gênero, Geração e Etnia – PEGGE/UERJ
Público: Assistentes Sociais da Secretaria Municipal de Assistência Social
22 de novembro - 14h – Local: CCG – Sala de Vídeo

“Minha Vida de João”
Equipe do Rio Mulher
Público: Adolescentes do Projeto GRAFITARTE – LAMSA/INVEPAR
29 de novembro - 14h – Local: Comunidade União de Del Castilho

MÚSICA
Ritmos Brasileiros
Grupo Calouste Canta, sob orientação do músico e Professor Adão Rodrigues
Grupo Livre de Percussão, sob orientação do músico percusionista e Professor João Ayres
7 de novembro - 17h – Local: Teatro Gonzaguinha

Grupo Trem Vocal – estilo MPB
13 novembro - 19h - Local: Teatro Gonzaguinha

Batuque dos Orixás
Artistas: Estevão Alves, Bruno, Pintouro e Alex Pinheiro
21 de novembro - 17h – Local: Hall do CCG

Coral de Alunos da Terceira Idade da Escola de Música Villa Lobos
Regência: Professor Adão Ribeiro
23 de novembro - 12h – Local: Hall do CCG

TEATRO
Centro do Teatro do Oprimido – Apresentação das “Marias do Brasil”
17 novembro - 14h – Local: Teatro Gonzaguinha

II Mostra de Fragmentos Cênicos/2006. O processo de encenação em sala de aula.
Tema: “O clown na Contemporaneidade”
Ação da SME – E/DGED – DEF – Desenvolvimento Curricular Artes Cênicas.
22 novembro - Manhã e tarde – Local: Teatro Gonzaguinha

“Guarda Conjunta... como assim?” – Projeto Acadêmico PRÓ-ADOL/UERJ
05 de dezembro - 14h – Local: Teatro Gonzaguinha

LITERATURA
PAIXÃO DE LER – Tributo a Jorge Amado
Apresentação do Grupo de Teatro do CCG e do Grupo Obtusos
7 e 9 de novembro - 10h // 7 e 8 de novembro - 14h - Local: Biblioteca Calouste Gulbenkian

Lançamento Nacional do Livro BAHIA FLORES - Romance
Autora: Angela Lucena - Editora Lucena
14 de novembro - 18h – Local: Centro de Artes Calouste Gulbenkian – Espaço 1





ESPECIAL – INTEGRANDO LINGUAGENS

AFRICAnaMENTE I

Apresentação de alunos e alunas das Oficinas de Teatro, Dança e Música do Núcleo de Arte Avenida dos Desfiles - 1ª CRE - Secretaria Municipal de Educação – Programa de Extensão Educacional.

- “Amanhecer Esmeralda“ - Teatro
Direção: Claudia Almeida
- “Futebol Criança” , “Variações sobre o mesmo tema: Família“, “Guerreiras“ e “Povos da Praia” - Dança
Direção: Ana Lúcia de Azevedo

27 de novembro - 15h e 17h 30min – Local: Teatro Gonzaguinha


AFRICAnaMENTE II

-Grupo Assé Fuzuê e Grupo Batuque Ejê - Música
Direção: Christiano Miranda
- “A Família e seus Quiprocós“ e “Kumbu e Kuruí – Mistérios Africanos” - Teatro
Direção: Liliane Mundim
- “Quizomba Ritunda” e “Forças da Paz” - Dança
Direção: Mônica Muniz de Ruiz
- “Grupo Emoriô” - Música
Direção: Sophia Francis

28 de novembro - 15h e 17h 30min – Local: Teatro Gonzaguinha


ESPECIAL: SENSIBILIZAÇÃO + MOBILIZAÇÃO
Campanha Brasileira do Laço Branco - Instituto Noos
Participação: Rio Mulher e Instituto PROMUNDO
03 de dezembro - 10h às 13h – Local: Concentração: Praia de Copacabana – Posto 4




RIO MULHER/ CENTRO DE ARTES CALOUSTE GULBENKIAN
Rua Benedito Hipólito, 125 – Praça Onze
Contato: 2222 -0861 ramal 206 e 205 e 2503-4622
http://www.rio.rj.gov.br/riomulher/

Abra o Olho

Wednesday, November 01, 2006

Relacionamento com portadores de deficiência visual (Contribuíção Biblioteca IBC)

Olá, Cristiana
Desculpe a demora, mas como havia lhe prometido, estou encaminhando o
texto sobre como lidar com pessoas cegas. Espero que seja
esclarecedor.
Um abraço
Cris


Relacionamento com portadores de deficiência visual

As pessoas que estabelecem contato com portadores de deficiência
visual, seja de forma ocasional ou regular, revelam-se de um modo
geral inseguras sobre como agir diante das diferentes situações que
possam ocorrer.

É importante, antes de tudo considerar que a convivência em qualquer
nível ou dimensão, constitui tarefa complexa. Implica em negociações,
concessões, acordos e ajustes. Não por outro motivo, todas as
sociedades humanas, em qualquer tempo histórico, trataram de elaborar
e implementar códigos de etiqueta, encarregados de dirigir
harmoniosamente as relações, amenizando o confronto das diferenças,
desafio constante na invenção do cotidiano.

Nos casos onde a diferenciação social se dá através de marcas
inscritas no corpo, tais estigmas podem tornar-se emblemáticas,
enviesando todo processo de interação. Em tais circunstâncias,
desinformação, falta de esclarecimentos, estereótipos e as fantasias
que daí derivam, dificultam ainda mais o convívio com portadores de
deficiência.

A lista que reproduzimos a seguir, sobre o título "Cuidados no
relacionamento com pessoas cegas", é uma espécie de código de etiqueta
no qual a relação com as pessoas portadoras de deficiência visual,
recebe uma orientação básica, desenhada pelo negativo. Dizendo o que
não se deve fazer no contato com o deficiente visual, define-se, em
linhas gerais, um modo de tratamento adequado às interações das quais
ele participa. As possibilidades de interação humana são muito amplas
e as soluções encontradas pelos grupos para o convívio social
harmônico sem dúvida ultrapassam em muito as situações contempladas na
listagem de Robert Atkinson, diretor do Braille Institute of América –
Califórnia. Esta porém, sem dúvida proporciona orientações essenciais
para um primeiro e, eventualmente, duradouro contato, virtude
suficiente para, após adapta-la à realidade cultural brasileira,
republicá-las neste espaço.



01– Não trate as pessoas cegas como seres diferentes somente porque
não podem ver. Saiba que elas estão sempre interessadas no que você
gosta de ver, de ler, de ouvir e falar.

02 – Não generalize aspectos positivos ou negativos de uma pessoa cega
que você conheça, estendendo-os a outros cegos. Não se esqueça de que
a natureza dotou a todos os seres de diferenças individuais mais ou
menos acentuadas e de que os preconceitos se originam na generalização
de qualidades, positivas ou negativas, consideradas particularmente.

03 – Procure não limitar a pessoa cega mais do que a própria cegueira
o faz, impedindo-a de realizar o que sabe, pode e deve fazer sozinha.

04 – Não se dirija a uma pessoa cega chamando-a de "cego" ou
"ceguinho", é falta elementar de educação, podendo mesmo constituir
ofensa, chamar alguém pela palavra designativa de sua deficiência
sensorial, física, moral ou intelectual.

05 – Não fale com a pessoa cega como se fosse surda, o fato de não ver
não significa que não ouça bem.

06 – Não se refira à cegueira como desgraça. Ela pode ser assim
encarada logo após a perda da visão, mas, a orientação adequada
consegue reduzi-la a deficiência superável, como acontece em muitos
casos.

07 – Não diga que tem pena de pessoa cega, nem lhe mostre exagerada
solidariedade. O que ela quer é ser tratada com igualdade.

08 – Não exclame "maravilhoso"... "extraordinário"... ao ver a pessoa
cega consultar o relógio, discar o telefone ou assinar o nome.

09 – Não fale de "sexto sentido" nem de "compensação da natureza" –
isso perpetua conceitos errôneos. O que há na pessoa cega é simples
desenvolvimento de recursos mentais latentes em todas as criaturas.

10 – Não modifique a linguagem para evitar a palavra ver e
substituí-la por ouvir. Conversando sobre a cegueira com quem não
vê, use a palavra cego sem rodeios.

11 – Não deixe de oferecer auxílio à pessoa cega que esteja querendo
atravessar a rua ou tomar condução. Ainda que seu oferecimento seja
recusado ou mesmo mal recebido por algumas delas, esteja certo de que
a maioria lhe agradecerá o gesto.

12 – Não suponha que a pessoa cega possa localizar a porta onde deseja
entrar ou lugar aonde queira ir, contando os passos.

13 – Não tenha constrangimento em receber ajuda, admitir colaboração
ou aceitar gentilezas por parte de alguma pessoa cega. Tenha sempre
em mente que a solidariedade humana deve ser praticada por todos e
que ninguém é tão incapaz que não tenha algo para dar.

14 – Não se dirija à pessoa cega através de seu guia ou companheiro,
admitindo assim que ela não tenha condição de compreendê-lo e de
expressar-se.

15 – Não guie a pessoa cega empurrando-a ou puxando-a pelo braço.
Basta deixa-la segurar seu braço, que o movimento do seu corpo lhe
dará a orientação de que precisa. Nas passagens estreitas, tome a
frente e deixe-a segui-lo, mesmo com a mão em seu ombro.

16 – Quando passear com a pessoa cega que já estiver acompanhada, não
a pegue pelo outro braço, nem lhe fique dando avisos. Deixe-a ser
orientada só por quem a estiver guiando.

17 – Não carregue a pessoa cega ao ajuda-la a atravessar a rua, tomar
condução, subir ou descer escadas. Basta guia-la, pôr-lhe a mão no
corrimão.

18 – Não pegue a pessoa cega pelos braços rodando com ela para pô-la
na posição de sentar-se, empurrando-a depois para a cadeira. Basta
pôr-lhe a mão no espaldar ou no braço da cadeira, que isso lhe
indicará sua posição.

19 – Não guie a pessoa cega em diagonal ao atravessar em cruzamento.
Isso pode faze-la perder a orientação.

20 – Não diga apenas "à direita", "à esquerda", ao procurar orientar
uma pessoa cega à distância. Muitos se enganam ao tomarem como
referência a própria posição e não a da pessoa cega que caminha em
sentido contrário ao seu.

21 – Não deixe portas e janelas entreabertas onde haja alguma pessoa
cega. Conserve-as sempre fechadas ou bem encostadas à parede, quando
abertas. As portas e janelas meio abertas constituem obstáculos muito
perigosos para ela.

22 – Não deixe objetos no caminho por onde uma pessoa cega costuma passar.

23 – Não bata a porta do automóvel onde haja uma pessoa cega sem ter a
certeza de que não lhe vai prender os dedos.

24 – Não deixe de se anunciar ao entrar no recinto onde haja pessoas
cegas, isso auxilia a sua identificação.

25 – Não saia de repente quando estiver conversando com uma pessoa
cega, principalmente se houver algo que a impeça de perceber seu
afastamento. Ela pode dirigir-lhe a palavra e ver-se na situação
desagradável de falar sozinha.

26 – Não deixe de apertar a mão de uma pessoa cega ao encontra-la ou
ao despedir-se dela. O aperto de mão substitui para ela o sorriso
amável.

27 – Não perca seu tempo nem o da pessoa cega perguntando-lhe "Sabe
quem sou eu?"... "Veja se adivinha quem sou?". Identifique-se ao
chegar.

28 – Não deixe de apresentar o seu visitante cego a todas as pessoas
presentes, assim procedendo, você facilitará a integração dele ao
grupo.

29 – Ao conduzir uma pessoa cega a um ambiente que lhe é desconhecido,
oriente-a de modo que possa locomover-se sozinha.

30 – Não se constranja em alertar a pessoa cega quanto a qualquer
incorreção no seu vestuário.

31 – Informe a pessoa cega com relação à posição dos alimentos
colocados em seu prato.

32 – Não encha a xícara ou o copo da pessoa cega até a beirada. Neste
caso ela terá dificuldades em mantê-los equilibrados.

33 – O pedestre cego é muito mais observador que os outros. Ele
desenvolve meios e modos de saber onde está e para onde vai, sem
precisar estar contando os passos. Antes de sair de casa, ele faz o
que toda gente deveria fazer: procura informar-se bem sobre o caminho
a seguir para chegar ao seu destino. Na primeira caminhada poderá
errar um pouco, mas depois raramente se enganará. Saliências,
depressões, ruídos e odores característicos, ele observa para sua
maior orientação.



ROBERT ATKINSON(Diretor do Braille Institute of América, Califórnia)





ADAPTAÇÃO FEITA PELA EQUIPE TÉCNICA DA DIVISÃO DE DOCUMENTAÇÃO E
INFORMAÇÃO DO DEPARTAMENTO TÉCNICO-ESPECIALIZADO E DA DIVISÃO DE
REABILITAÇÃO DO DEPARTAMENTO DE ATENDIMENTO MÉDICO, NUTRICIONAL E DE
REABILITAÇÃO DO INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT, CONTANDO COM A
PARTICIPAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EDUCADORES DE DEFICIENTES
VISUAIS – ABEDEV.

A família como agente da prevenção

Os Dez Mandamentos da Família Preventiva:

Dialoguem com seus filhos sobre droga, apoiando suas informações em
literatura competente;
Dêem espaço às individualidades de seus filhos, possibilitando-lhes
falar de seus medos, alegrias e experiências, num "papo" aberto e
franco;
Não deixem a prevenção às drogas somente por conta dos
especialistas, se seus filhos receberem sempre educação fora pode
acarretar a perda da busca de orientação através dos pais;
Não usem de autoritarismo, respeitem e eduquem sem comparações
ensinando parâmetro de certo e errado, demonstrando-os pelo exemplo;
Encorajem a autodisciplina, aplicando deveres diários e mantendo-os
responsáveis por suas ações;
Reforcem em seus filhos o sentimento de amor próprio e respeito por
si mesmo, não aceitando por exemplo , a bebedeira, o porre como
procedimento natural pois o álcool é a segunda causa de morte no mundo
Não valorizem excessivamente as coisas materiais, pois isso pode
conduzir à mentalidade de levar vantagem em tudo;
Ajudem seus filhos a resistir à pressão do grupo, estabelecendo com
eles um diálogo franco, honesto e verdadeiro;
Dêem amor, afeição em todas as suas fases de crescimento,
ensinando-lhes a dizer "não", quando necessário;
Estabeleçam uma disciplina consistente, justa, mostrando-lhes que
exigem deles certos tipos de comportamentos e até restrições,
exatamente porque os amam, querem bem a eles e desejam protegê-los.

Tangerina diminui risco de câncer de fígado e infarto, diz estudo

1/09/2006 - 09h18

Tangerina diminui risco de câncer de fígado e infarto, diz estudo

da BBC, em Londres
Dois estudos feitos por cientistas japoneses descobriram que a tangerina pode reduzir dramaticamente o risco de câncer de fígado, doenças cardíacas e diabetes.

As substâncias chave para os benefícios da fruta são os componentes da vitamina A que dão às tangerinas a sua cor laranja, os carotenóides.

A equipe do Instituto Nacional de Estudos das Árvores Frutíferas acompanhou 1.073 moradores da cidade japonesa de Mikkabi, em Shizuoka, que comiam grandes quantidades de tangerinas.

Eles encontraram marcadores químicos nas amostras sangüíneas das pessoas estudadas que são ligados a um risco mais baixo para uma série de problemas de saúde sérios, como arteriosclerose, infartos e resistência à insulina.

Suco de tangerina

A segunda pesquisa, feita pela Universidade Provincial de Medicina de Kyoto, descobriu que a tangerina pode evitar que pessoas com hepatite viral desenvolvam câncer de fígado.

Após um ano de acompanhamento, nenhum dos 30 pacientes que consumiam diariamente uma bebida contendo carotenóides e suco de tangerina desenvolveu câncer.

Num grupo de 45 pacientes com a mesma condição, mas que não beberam o suco, 8,9% desenvolveram câncer.

Os pesquisadores admitiram que mais estudos têm que ser feitos para que se chegue a resultados conclusivos e pretendem continuar o trabalho pelos próximos cinco anos.

Ressalvas

Ed Yong, da ONG britânica Cancer Research UK, disse que as pesquisas eram bem-vindas, mas fez ressalvas.

"O fumo e a cirrose causada pelo consumo excessivo de álcool podem ter um efeito maior nas chances de alguém desenvolver câncer de fígado. Ainda não está claro se frutas oferecem benefícios significativos", disse ele.

Para a enfermeira cardíaca da British Heart Foundation Cathy Ross, "a pesquisa reforça a recomendação de que se deve comer pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia para reduzir o risco de doenças cardiovasculares".

"Frutas e vegetais de cores diferentes contêm diferentes vitaminas e minerais. Logo, quanto mais tipos você incluir na sua dieta, melhor", afirma Ross.

Co-dependência - A doença da família

Antes de mais nada, o que é Família?

É um conjunto de pessoas aparentadas que vivem em geral na mesma casa, sendo normalmente formada por pai, mãe e filhos, mas a estrutura familiar atual não é mais a mesma, que era de família nuclear. Hoje, Família pode ser definida como pessoas que moram juntas, com ou sem vínculo de consaguinidade, mas com vínculos de afetividade, respeito e cooperação.

O que é a Co-dependência?

É uma doença emocional que afeta os membros da família do adicto, onde um vive em função do outro, e é resultante da exposição prolongada do individuo a regras opressivas que o impeçam de expressar abertamente seus sentimentos ou discutir problemas pessoais e interpessoais.

É uma doença:
PRIMARIA: porque dá origem a outras doenças. Abala a resistência emocional e fíica do individuo, permitindo a entrada de doenças oportunistas, que normalmente seriam rechaçadas.


PROGRESSIVA: porque se instala lentamente e vai levando o familiar a total perda de controle sobre suas emoções e comportamentos.


FATAL: porque pode levar o familiar a um estado de profunda depressão e até ao suicidio, se não for tratada.


CARACTERÍSTICAS:obsessão pelo controle do comportamento do outro. O co-dependente, tem a ilusão de controlar seus sentimentos interiores através do controle das pessoas, coisas e acontecimentos exteriores.


EFEITOS: para acomodar o dependente químico ou o alcoólatra na família, os familiares ajustam suas vidas inteiras, às necessidade do dependente. Os co-dependentes podem se tornar compulsivos por dinheiro, comida, sexo, trabalho, jogos, álcool, drogas(anti-depressivos), na tentativa de preencher o grande vazio que sentem por dentro.

Características do Familiar Co-dependente

Possui necessidade de ajudar o outro (como uma forma de recompensa para si, na busca de reconhecimento por seus atos);

Preocupa-se até a exaustão com os outros;

Tenta ajudar de formas que não ajudam;

Diz "sim" quando quer dizer "não";

Quer que os outros façam as coisas da sua maneira;

Faz de tudo para evitar ferir os sentimentos alheios e, fazendo isto, acabar se ferindo;

Sente medo de confiar nos próprios sentimentos;

Acredita em mentiras e depois sente-se traído(a)

Deseja vingar-se dos outros e puni-los.

O que o co-dependente consegue com estas atitudes?


Protelar. Pois possíveis pedidos de ajuda por parte do dependente para iniciar um tratamento ou internação vão sendo adiados, adiados ...

E quando o dependente já está em tratamento, é mais freqüênte a possibilidade de recaídas e abandonos, pois com as emoções doentias de seus familiares, ele não aprende a ser responsável por suas atitudes, pois tem quem seja por ele!


O que o co-dependente deve fazer?


Procurar ajuda. É comum neste momento o co-dependente indagar: ele se droga e eu é que vou buscar ajuda? Mas é preciso saber que se trata de uma doença BIOPSICOSOCIAL e como tal deve ser tratada. É necessário ter coragem para colocar LIMITES naquilo que lhe é permitido aceitar. O limite é em si próprio, e não somente no dependente químico. Tem que ser interrompido o círculo vicioso: usa droga, a família encobre, fica se sentindo mal, e ele volta a usar drogas porque sabe que irão novamente encobrir.


A família que não passa por terapia de família ou aconselhamento familiar onde aprendem a lidar com a dependência química e com a co-dependência, normalmente não obtém sucesso para que o dependente consiga o auxílio familiar que tanto precisa.

Atenção para o Cristal!

A metanfetamina cristal que vem crescendo alarmantemente seu consumo
já é motivo de preocupação entre nós brasileiros, tanto pelo seu poder
de causar dependência, como pelo aumento da libido em decorrência do
uso. A euforia erótica provocada pela metanfetamina aumenta o risco de
transmissão da aids.
As drogas que potencializam o apetite sexual acabam acarretando perda
da noção de precauções necessárias ao sexo seguro, sendo grande ameaça
entre nossos jovens.

O potencial de risco para desenvolvimento da dependência é comparado
ao da heroína, que sabemos ser a droga de maior poder de dependência.
Para complicar a metanfetamina estimulante é de fácil fabricação,
podendo ser manipulada a partir de substâncias químicas baratas,
compradas em qualquer farmácia ou supermercado.

A droga age diretamente sobre a produção de dopamina, um hormônio
neurotransmissor que atua no sistema nervoso central e gera sensação
de prazer. A metanfetamina aumenta 14 vezes a dopamina entre as
células nervosas. A cocaína, em comparação, aumenta três vezes. Por
isso, mesmo quando os efeitos colaterais do cristal já tomaram o lugar
da euforia, o viciado continua perseguindo o prazer por meio da droga.

No Brasil, pelo menos, o número de casos registrados de uso da droga
ainda é pequeno, mas precisamos ficar alertas.